YMR Insights

Insights estratégicos sobre gestão, transformação digital e tecnologia aplicada. Menos teoria, mais prática para decidir e executar.

Contratar não é o problema. O problema é tudo o que vem antes e depois

Liderança empresarial analisando desafios de contratação, engajamento de times e produtividade, representando os custos invisíveis de decisões erradas sobre pessoas
Contratar - Custos invisíveis

Se você lidera uma empresa, um time de tecnologia ou uma área de RH, provavelmente já viveu pelo menos um destes cenários:

  • Muito tempo para Contratar e os projetos começam a travar
  • A contratação acontece, mas o time não engrena
  • A pessoa é boa, mas não performa como esperado
  • A liderança passa tempo demais apagando incêndio de gente
  • O turnover cresce sem uma causa “óbvia”

O erro comum é tratar tudo isso como problemas separados.
Na prática, eles fazem parte do mesmo sistema mal resolvido.

Contratação raramente é o problema isolado.
Ela é só o ponto mais visível de falhas anteriores e posteriores na gestão de pessoas.

Contratar - gestão de pessoas e custos

O custo real começa antes da entrevista

Quando uma contratação não funciona, a explicação mais confortável costuma ser “não deu match” ou “erramos na escolha”.
Só que pesquisas mostram outra coisa.

Segundo a Society for Human Resource Management (SHRM), o custo médio de uma contratação ultrapassa US$ 4.700 por vaga, sem considerar perdas indiretas como atraso de projetos, retrabalho e impacto no time¹. O problema é que a maior parte desse custo não está ligada à entrevista, mas à forma como a vaga foi concebida.

Perfis mal definidos, critérios confusos e decisões tomadas no feeling criam um efeito dominó:

  • candidatos errados entram no funil
  • entrevistas avaliam coisas que não importam
  • decisões acontecem sob urgência
  • erros viram “normais”

O resultado é previsível: gente boa no lugar errado ou gente errada no lugar certo. Em ambos os casos, o custo aparece depois.

Vaga aberta também custa dinheiro. Só não aparece no DRE

Existe um custo que quase nunca entra na planilha: o custo da vaga aberta.

Enquanto a posição não é preenchida:

  • projetos atrasam
  • decisões ficam mais lentas
  • o time absorve trabalho extra
  • a liderança perde foco estratégico

Estudos sobre cost of vacancy indicam que, dependendo da função, cada dia de vaga aberta representa perda direta de receita ou eficiência operacional². Depois de 60 dias, a vaga deixa de ser um tema de RH e vira prejuízo do negócio, mesmo sem ninguém “errar”.

Esse custo não aparece como linha financeira, mas aparece na execução.

Quando a lentidão custa talento e vantagem competitiva

Outro ponto pouco calculado é o custo de oportunidade.

O mercado não espera comitê decidir. Profissionais qualificados recebem múltiplas ofertas e escolhem quem decide melhor e mais rápido. Empresas que demoram perdem talentos não porque pagam menos, mas porque demonstram insegurança decisória.

Quando isso acontece, não se perde só uma pessoa:

  • perde-se conhecimento
  • perde-se timing
  • perde-se tração
  • muitas vezes, fortalece-se o concorrente

Contratar bem é essencial.
Contratar no tempo certo também é estratégia.

O retrabalho que corrói margem em silêncio

Mesmo quando a vaga é fechada, o problema pode continuar.

Relatórios do Gallup mostram que equipes desengajadas são significativamente menos produtivas e apresentam maior rotatividade³. Em termos práticos, isso significa:

  • decisões refeitas
  • projetos que avançam e voltam
  • energia alta com resultado baixo

Quando pessoas certas estão desalinhadas, o esforço aumenta e a margem diminui. Esse retrabalho raramente é associado à contratação, mas quase sempre nasce dela ou da ausência de gestão consistente depois dela.

O tempo da liderança também está em jogo

Em empresas onde a gestão de pessoas não está estruturada, o problema sempre sobe.
Sobe para sócios, diretores e líderes técnicos.

Agenda lotada de temas operacionais.
Discussões recorrentes sobre gente.
Pouco espaço para estratégia.

Esse é um dos custos mais perigosos, porque drena exatamente quem deveria estar pensando o futuro do negócio.

Onde processos de contratação mais maduros fazem diferença

Empresas que conseguem reduzir esses custos têm algo em comum: método antes da vaga e estrutura depois da contratação.

Antes da vaga, clareza:

  • papel real esperado
  • impacto no negócio
  • critérios objetivos de decisão

Depois da contratação, consistência:

  • rituais de alinhamento
  • acompanhamento de engajamento
  • decisões rápidas sobre conflitos, evolução e ajustes

Estudos da Deloitte mostram que organizações com práticas maduras de gestão de pessoas apresentam maior desempenho, menor turnover e mais capacidade de escalar sem perder eficiência⁴.

Não se trata de ter um RH grande.
Trata-se de ter decisões melhores sobre gente.

Quando contratar bem não basta

Mesmo contratações corretas podem falhar se o ambiente não sustenta performance.

Muitas empresas vivem esse paradoxo:

  • contrataram pessoas competentes
  • mas não têm rituais claros
  • nem indicadores de clima e engajamento
  • nem alguém apoiando a liderança nessas decisões

Nesse cenário, cresce o desgaste, o turnover e a sensação de que “o time não anda”.

Modelos mais modernos de gestão resolvem isso sem inflar estrutura fixa. A lógica é simples: acesso a decisões de gente no nível certo, no volume certo e no momento certo, sem a necessidade de um BP full time.

Quando isso existe, o efeito é direto:

  • mais foco do time
  • menos ruído interno
  • mais produtividade
  • menor rotatividade

Onde esses problemas começam a ser resolvidos

Quando esses custos invisíveis passam a ficar claros, surge a pergunta óbvia: como evitar que eles se repitam?

Na YRM, isso é tratado como sistema, não como ação isolada.

A Contratação Express nasce para atuar antes do erro acontecer. O foco não é acelerar entrevista, mas estruturar a decisão: clareza de perfil, critérios objetivos e leitura real do impacto da vaga no negócio. Isso reduz o tempo de vaga aberta, diminui o risco de erro e protege projetos que não podem parar.

Já o BP on Demand entra depois da contratação, onde a maioria das empresas falha. Ele atua para manter o time alinhado, engajado e produtivo, apoiando a liderança em decisões recorrentes sobre pessoas, rituais e conflitos, sem a necessidade de um BP full time. O objetivo é simples: evitar que boas contratações se percam por falta de direção e gestão consistente.

Os dois modelos se complementam porque atacam o mesmo problema em momentos diferentes:

  • um evita decisões ruins na entrada
  • o outro evita desgaste, retrabalho e turnover ao longo do tempo

No fim, não se trata de contratar mais rápido ou gerir melhor pessoas como conceitos abstratos. Trata-se de reduzir custo invisível, proteger margem e devolver foco à execução e à estratégia.

É isso que sustenta crescimento saudável quando o negócio começa a ganhar tração.


Conclusão

Empresas raramente quebram por falta de produto ou tecnologia.
Quebram por execução inconsistente, decisões lentas e pessoas mal organizadas.

Contratação não é um evento isolado.
É parte de um sistema que começa antes da vaga e continua depois dela.

Quando esse sistema funciona, projetos andam, times entregam e líderes voltam a pensar estratégia. Quando não funciona, o custo aparece em silêncio, corroendo margem, energia e crescimento.

Resolver isso não é sorte.
É método, clareza e decisão.


Fontes

¹ Society for Human Resource Management (SHRM)
² TeamEngine – Cost of Vacancy
³ Gallup – State of the Global Workplace
⁴ Deloitte – Global Human Capital Trends

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Sou Yves Mourão, engenheiro e consultor, criador de startups e produtos digitais. Falo sobre Gestão Ágil, Lean, Inovação e IA aplicada ao mundo real.

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